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domingo, 15 de abril de 2012

É impossível educar sem (botão) compartilhar

A discussão sobre a incorporação das novas tecnologias na educação já dura alguns anos. Certamente esta discussão já não acompanha o ritmo vertiginoso do desenvolvimento destas mesmas tecnologias. Enquanto o mercado põe à disposição, diariamente, novas soluções tecnológicas (diga-se de passagem,nem sempre pagas), através de dispositivos e aplicativos, por exemplo, o meio acadêmico muitas vezes ainda está discutindo se deve ou não incorporar esta ou aquela tecnologia. Talvez devêssemos tentar olhar as tecnologias não pelo que algumas suposições estereotipadas nos fazem pensar, mas sim pelo que elas simplesmente muitas vezes são. Estamos desacostumados a pensar nas tecnologias como algo "simples" porque sempre as relacionamos com desenvolvimentos científicos, modernidades inalcançáveis, produtos do Primeiro Mundo que só podem ser usados por lá etc.. É certo que, nos últimos anos, com a explosão de produtos chineses muito disso caiu por terra, temos hoje uma infinidade de produtos absolutamente práticos, simples e acessíveis, a ponto de muitos serem quase puro lixo ou, pelo menos, se transformarem em lixo depois de muito pouco tempo de uso. Mas pensar as tecnologias pelo que de fato ela são pode nos liberar para usá-las e este é o ponto. Porque impedimentos de toda espécie ainda nos amarram à uma condição pré (e algumas vezes anti)tecnológica, simplesmente porque nos fazem pensar nas tecnologias como algo externo, alheio e estranho ao que vamos fazer e onde vamos usá-las. Vou dar um exemplo: Imagino que um belo dia, alguém sentado em seu sofá, assistindo televisão, tenha imaginado como seria bom se pudesse contar com alguma coisa que fizesse a troca de canais, sem precisar se levantar. Talvez esse pensamento tenha surgido nos anos 50 ou talvez um pouco depois (o controle remoto chegou nos EUA muito antes do que aqui no Brasil). O que interessa dizer é que o controle remoto não surgiu a partir do mundo das tecnologias, descolado do produto TV e das necessidades e demandas surgidas pelo próprio uso humano deste aparelho. Ele não veio de fora e, talvez possamos dizer em último grau, ele saiu da mente humana, a mesma mente humana que estava na experiência de uso da TV. O mesmo se aplica às novas tecnologias de informação e de comunicação que ainda despertam tantas desconfianças no mundo acadêmico como se fossem algo externo à realidade de seus dias e de seus afazeres e relações. Percebo as tecnologias atuais como resultados de nossas mentes, das novas necessidades e demandas que vamos criando. Muitos dizem que novas máquinas ou invenções é que acabam criando novas demandas nas pessoas, antes inexistentes. Mas, na verdade, essas demandas já estavam lá, são tão naturais como quaisquer outras, apenas estavam adormecidas, aguardando por manifestação. Muito mágico? muito simples? As tecnologias não são algo externo aos nossos processos, portanto. Nem deveriam ficar aguardando numa espécie de sala de espera, enquanto avaliamos teoricamente, sem usá-las,se serão úteis ou não. Não se trata agora de corrermos atrás de todos os dispositivos e aplicativos existentes, cegamente. Bastaria que analisássemos apenas para qual função ou atividade da vida quotidiana este aplicativo ou aquele dispositivo se propõe a melhorar nossa experiência. E sem preconceitos, e muita humildade (por que não?) incorporar esta nova tecnologia que antes não tínhamos. Como médico psiquiatra (e não como especialista em educação)chego a pensar que a não adoção das tecnologias poderia se explicar por uma espécie de pretensão nossa de que já temos (e somos) tudo que é preciso para vivermos e fazermos as coisas deste mundo, não precisamos de mais nada, não precisamos melhorar, não precisamos de nada que "venha de fora". No que diz respeito ao mundo da educação, e em particular o da educação médica baseada no método da aprendizagem por problemas, é preciso se perguntar porque ainda tanta lentidão no incorporar das novas tecnologias se tudo que elas se propõem a melhorar é justamente nossa experiência de compartilhar. Se o aprender é uma construção coletiva, se está obviamente implícito neste construir coletivo a ação de compartilhar, como então entender este deixar na sala de espera tantos recursos especializados justamente nisso? Já não se trata de "usar ou não computadores em sala de aula", o momento agora é outro. Computadores de diferentes formatos e capacidades já estão por toda a parte, em todas as áreas da nossa vida...por que não haveriam de estar então no solo sagrado de nossas salas de aula? Enquanto professores deixam o assunto "novas tecnologias e educação" na sala de espera, suas reuniões são interrompidas por seus Iphones vibrando e tocando, por mensagens de seus contatos com fotos da última viagem...As novas tecnologias já estão na sala de aula. Nós é que ainda fingimos não ver, adiamos analisar, resistimos em mudar. Clip to Evernote

domingo, 25 de março de 2012

Mídias Sociais e Universidades

  Tópico - Pesquisa em Mídias Sociais 16/03/2012 13:07 Marcos Rogério de Souza - Pontifícia Universidade Católica do Paraná Pesquisa realizada com 2099 Instituições de Ensino Superior no Brasil aponta crescimento de 310% de adoção às mídias sociais. Você sabia que das 2099 Instituições de Ensino Superior (IES) existentes no Brasil segundo o CENSO 2010 do MEC, 1529 destas possuem canais oficiais de mídias sociais criados? E que, entre as IES Privadas, 981 mantém atividades regulares de comunicação com alunos, professores e comunidade acadêmica? Sabia também que às 5as feiras entre 13 e 18 horas é o principal período em que alunos e possíveis alunos mais citam as marcas das IES no Twitter e Facebook? Essas e outras informações sobre 11 mídias sociais relevantes ao mercado acadêmico brasileiro podem ser conferidas na pesquisa realizada pela Cadsoft Gestão Acadêmica Moderna , intitulada "Panorama das redes sociais no ensino superior brasileiro". As ricas informações desse estudo poderão contribuir com o planejamento entre mantenedores, equipes de marketing, corpo administrativo e acadêmicos, tendo como principal objetivo levar às instituições de ensino superior os desejos e anseios de uma Geração 2.0. Esse trabalho é resultado do capital social gerado em vinte e quatro meses de pesquisas, convivendo com diversos executivos de marketing educacional pelo Brasil. Bons estudos! Clique aqui para fazer o download do arquivo em .pdf http://atendimento.cadsoft.com.br/site/impressos/panorama_das_redes_sociais_no_ensino_superior_brasileiro_fev_2012.pdf Clip to Evernote

quinta-feira, 22 de março de 2012

Aprendendo a usar as redes sociais e os aplicativos

É urgente! Precisamos organizar oficinas para aprendermos a usar, de uma vez por todas, alguns recursos que fazem a diferença. Alguém aí sabe tudo de Facebook? Ou de Twitter? Alguém sabe como utilizar o Google Docs? O Google+? O Evernote? Alguém sabe como criar um blog e utilizar todos os seus recursos? E leitor de RSS?? Porque não pensamos em oficinas rápidas sobre estas coisas tão maravilhosas e interessantes? Alguém está aprendendo essas coisas na faculdade?? Aposto que não! Todo mundo aprende os macetes no tranco, conversando, usando, entre um papo e outro...mas saber utilizar estes recursos no sério, pra valer, é totalmente diferente! Alguns destes recursos podem ajudar um monte nossa vida acadêmica! Estamos lançando a ideia de formarmos "oficinas solidárias" - quem já sabe ensina pra quem ainda não sabe. É simples. Precisamos juntar o povo da Medicina com o povo de SI. Imagino que o pessoal de SI saiba mais dessas coisas...poderiam ajudar o pessoal da Medicina. Professores que dominem algum desses recursos podem se candidatar também. E se ninguém souber tudo, ainda temos a chance de fazermos uma "oficina de expedição" pro tema, a gente sai junto e, à portas fechadas, vai discutindo como usar, um vai dando uma sugestão, outro vai dando outra, certamente vamos sair sabendo mais sobre o assunto... Quem achar a ideia interessante - e viável - é só se manifestar aqui no blog ou procurar pelos professores de SI ou prof.Eduardo (Medicina). Quem sabe podemos fazer um piloto na Mostra Científica... Clip to Evernote